quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um pouco da Rachel de Queiroz...




Rachel de Queiroz

Nasceu em Fortaleza, 17 de novembro de 1910  Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003. Foi uma tradutora, romancista, escritora, jornalista e importante dramaturga brasileira.

Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa. É considerada por muitos como a maior escritora brasileira.

Aos vinte anos, ficou nacionalmente conhecida ao publicar O Quinze(1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e amiséria. Demonstrando preocupação com questões sociais e hábil na análise psicológica de seus personagens, tem papel de destaque no desenvolvimento do romance nordestino.

Foi presa em 1937, em Fortaleza, acusada de ser comunista e exemplares de seus romances foram queimados. Em 1964 apoiou aditadura militar que se instalou no Brasil.

Academia Brasileira de Letras

Sua eleição, em 4 de novembro de 1977 para a cadeira 5 da Academia Brasileira de Letras, causou certo frisson nas feministas de então. Mas a reação da escritora ao movimento foi bastante sóbrio. Numa entrevista, em meio ao grande furor que sua nomeação causou, declarou: Eu não entrei para a Academia por ser mulher. Entrei, porque, independentemente disso, tenho uma obra. Tenho amigos queridos aqui dentro. Quase todos os meus amigos são homens, eu não confio muito nas mulheres. Um verdadeiro choque anafilático no movimento feminista.

Principais obras:

·  O quinze, romance 1930,
·  João Miguel, romance (1932)
·  Caminho de pedras, romance (1937)
·  As Três Marias, romance (1939)
·  A donzela e a moura torta, crônicas (1948)
·  O galo de ouro
·  Lampião - peça de teatro (1953)
·  A beata Maria do Egito- peça de teatro (1958)
·  Lampião; A Beata Maria do Egito (livro-2005)
·  Cem crônicas escolhidas (1958)
·  O brasileiro perplexo, crônicas (1964)
·  O caçador de tatu, crônicas (1967)
·  Um Alpendre, uma rede, um açude - 100 crônicas escolhidas
·  O homem e o tempo - 74 crônicas escolhidas
·  O menino mágico, infanto-juvenil (1969)
·  Dôra, Doralina, romance (1975)
·  As menininhas e outras crônicas (1976)
·  O jogador de sinuca e mais historinhas (1980)
·  Cafute e Pena-de-Prata, infanto-juvenil (1986)
·  Memorial de Maria Moura, romance (1992)
·  Teatro, teatro (1995)
·  Nosso Ceará, relato, (1997) (em parceria com a irmã Maria Luiza de Queiroz Salek)
·  Tantos Anos, autobiografia (1998) (com a irmã Maria Luiza de Queiroz Salek)
·  Não me deixes: suas histórias e sua cozinha, memórias gastronômicas (2000) (com Maria Luiza de Queiroz Salek)

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